Capas para Facebook

Adicionar artigo ao twitter

Santo do dia 31 de Outubro




Santo do dia 31/10

Santa Mariana de Jesus

Mariana de Jesus de Paredes y Flores nasceu em Quito a 31 de outubro de 1618. Tinha um nome genuinamente sul-americano e uma fé genuinamente santa. Foi criada por uma cunhada católica e, desde os oito anos, começou a levar uma vida de fé e religiosidade. Com esta idade fez a primeira comunhão e, antes dos doze, já fizera também o voto de castidade perpétua.

A partir desta idade levou uma vida de penitência e oração que não deixou de ter lances surpreendentes, tão inesperados quanto a paixão espontânea de sua fé. Para nunca perder a humildade, por exemplo, Santa Mariana colocou em seu quarto um caixão de defunto, do seu tamanho, cercado por velas. Deitada nele, uma boneca pobremente vestida e uma caveira no lugar da cabeça, para lembrar-lhe sempre da inutilidade do orgulho e das vaidades. Outro exemplo: mandou pintar um quadro em que se via uma moça com metade do rosto muito bonito e a outra metade corroída por vermes.

Parecem atitudes de alguém triste e cheio de idéias fúnebres, mas, ao contrário, Mariana era a alegria em pessoa junto aos familiares. Tocava gaita, cantava, dançava, animava as festas e era o membro mais querido da família. Todos os dias assistia a uma ou mais missas, visitava pobres e doentes. Assim, alcançou muitas graças e milagres.

Mariana tentava esconder suas penitências e só quando seus pais adotivos perceberam que estava fraca, quase à beira da morte, é que souberam que há anos ela se alimentava apenas com as hóstias da comunhão. Salvou-se por milagre.

Sua vida de santidade continuou, sempre tratando dos doentes mais repugnantes e dos pobres mais sujos e abandonados. Quando uma peste avassaladora caiu sobre Quito, lá estava ela sempre presente e atuante. Finalmente caiu doente e não pôde mais deixar o quarto, sendo assistida nos últimos seis anos de vida, e nos últimos suspiros, por seu diretor espiritual, um irmão da Companhia de Jesus.

Santa Mariana de Jesus adoeceu e morreu no dia 26 de maio de 1644, logo depois de participar da Santa Missa e de haver recebido a Unção dos Enfermos. Tinha 26 anos. Santa Mariana de Jesus foi canonizada em 9 de julho de 1950.
 

Santo Afonso Rodrigues

Santo Afonso Rodrigues, nasceu em Segóvia, na Espanha, a 25 de Julho de 1533. Educado no colégio jesuíta de Alcalá, teve de abandonar os estudos para tomar o lugar do pai no próspero e remunerado comércio de tecidos. Aos 27 anos casou-se. Em 1567 sua esposa morreu, seguida pouco depois pelos filhos. Provado pela dor, privado de interesses materiais, descuidou do comércio e endividou-se. Voltou à escola freqüentando com pouco sucesso os cursos de gramática e de retórica na universidade de Valência. Afonso então fechou-se definitivamente aos testes escolásticos para procurar somente nos livros de devoção o alimento de que precisava sua alma.

Em 31 de janeiro de 1571 no noviciado dos jesuítas, como irmão leigo, ficou seis meses em Valência para terminar o noviciado. Foi enviado ao colégio de Monte Sion em Palmas de Majorca, a ilha imersa na paz solar e tranqüila do Mediterrâneo. No exercício do seu humilde trabalho cotidiano de porteiro, assumido com a paciência e dedicação pelo resto de sua vida, Afonso se mostrou afável, caridoso e serviçal com todos, exercendo profícuo apostolado entre os que, com sempre maior freqüência, paravam na portaria do colégio para receber o conforto de uma palavra sua. A fama de sua santidade e os carismas com que Deus o dotara tinham atraído à escola do humilde irmão leigo, que tivera de interromper os estudos universitários pelo seu pouco aproveitamento, numeroso grupo de discípulos.

Santo Afonso Rodrigues morreu a 30 de Outubro de 1617. Foi canonizado a 15 de Janeiro de 1888, juntamente com São João Berchmans, foi indicado como exemplo de tenra devoção Mariana, expressa com a recitação diária do Rosário e do Oficio da Imaculada, devoção que freqüentemente era compensada com amáveis e extraordinárias intervenções de Nossa Senhora na vida deste grande santo espanhol.